Títulos de Renda Fixa Crescem com Selic Alta: Veja os Destaques do 1º Semestre de 2025

Apesar das expectativas de queda na taxa Selic ao longo de 2025, o mercado de renda fixa continuou atraindo a atenção dos investidores brasileiros no primeiro semestre do ano.

Porém a preferência por investimentos mais conservadores se manteve forte, impulsionada pelos juros ainda elevados e pela segurança oferecida por muitos desses produtos.

Por que a Renda Fixa Está em Alta?

A taxa Selic, principal instrumento de política monetária do Banco Central, influencia diretamente a rentabilidade de ativos de renda fixa.

Com os juros em patamares altos, produtos como CDBs, LCIs, LCAs e debêntures tornaram-se ainda mais atrativos, tanto para investidores em busca de rendimento quanto para emissores em busca de capital.

Segundo dados recentes da B3, a bolsa de valores brasileira, o volume total de títulos de captação bancária, como CDBs, RDBs e LCAs, atingiu R$ 5,7 trilhões no primeiro semestre de 2025.

Ou seja esse montante representa um crescimento de 14% em comparação ao mesmo período de 2024.

Por outro lado já os chamados títulos de dívida corporativa, como debêntures, CRIs, CRAs e notas comerciais, somaram R$ 1,7 trilhão até junho, com alta de 6,5% na comparação anual.


Títulos de Captação Bancária: Segurança e Rentabilidade

Os títulos bancários continuam sendo a principal escolha dos investidores mais conservadores.

Emitidos por instituições financeiras, eles têm como objetivo captar recursos para operações de crédito e contam com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de até R$ 250 mil por CPF, por instituição financeira.

Entre os títulos mais procurados no período estão:

  • LCIs (Letras de Crédito Imobiliário): alta de 25% no estoque;
  • LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio): crescimento de 24%.

O desempenho expressivo desses papéis foi favorecido por uma mudança regulatória importante: o Conselho Monetário Nacional (CMN) reduziu os prazos mínimos para o vencimento desses ativos em maio de 2025, o que facilitou a emissão e aumentou a liquidez.


Títulos de Dívida Corporativa: Empresas Aproveitam o Momento

Os títulos corporativos são instrumentos emitidos diretamente por empresas, geralmente com o objetivo de financiar projetos ou refinanciar dívidas.

Eles oferecem uma alternativa interessante para investidores que buscam maior rentabilidade, ainda que com maior risco — já que não contam com a proteção do FGC.

Entre os destaques dessa categoria estão:

  • Notas Comerciais: crescimento de 17% no primeiro semestre;
  • Debêntures: continuam sendo amplamente utilizadas por empresas de diversos setores;
  • CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio): seguem como alternativas com isenção de IR para pessoas físicas em alguns casos.

Segundo Leonardo Betanho, superintendente de produtos de balcão da B3, mesmo com o custo de captação mais alto decorrente da Selic elevada, as empresas enxergam oportunidades de captar recursos para expansão e investimento, aproveitando o forte apetite dos investidores por renda fixa.


Qual a Diferença Entre Títulos Bancários e Corporativos?

É essencial que o investidor entenda as diferenças entre esses dois tipos de ativos antes de aplicar seus recursos:

Títulos de Captação Bancária:

  • Emitidos por bancos e instituições financeiras;
  • Usados para financiar operações de crédito;
  • Contam com proteção do FGC (até R$ 250 mil por CPF por instituição);
  • Exemplos: CDB, RDB, LCI, LCA.

Títulos de Dívida Corporativa:

  • Emitidos por empresas privadas;
  • Finalidade: financiamento de projetos ou refinanciamento de passivos;
  • Sem cobertura do FGC, maior risco envolvido;
  • Exemplos: debêntures, CRI, CRA, notas comerciais.

A escolha entre um e outro depende do perfil do investidor.

Aqueles que buscam maior segurança tendem a optar por títulos bancários, enquanto os que buscam rentabilidade adicional e aceitam mais risco podem considerar os corporativos.


Perspectivas para o Segundo Semestre

Com a possível redução gradual da Selic ao longo do segundo semestre de 2025, o mercado de renda fixa pode passar por ajustes.

No entanto, a expectativa é que o interesse continue forte, especialmente entre investidores que prezam pela previsibilidade dos rendimentos.

Além disso, mesmo em um cenário de queda de juros, os títulos indexados à inflação (IPCA+) e os prefixados ainda podem oferecer oportunidades interessantes — principalmente se adquiridos em momentos estratégicos.


Dicas para Quem Quer Investir em Renda Fixa

Se você deseja aproveitar o bom momento da renda fixa, aqui vão algumas recomendações práticas:

  1. Avalie seu perfil de risco: conservador, moderado ou arrojado?
  2. Diversifique sua carteira: combine diferentes prazos e emissores.
  3. Considere os objetivos financeiros: curto, médio ou longo prazo?
  4. Atenção ao imposto de renda: enquanto LCIs e LCAs são isentas para pessoas físicas, CDBs e debêntures podem ter tributação regressiva.
  5. Use simuladores: muitos bancos e plataformas oferecem simuladores gratuitos que ajudam a comparar opções.

Conclusão: A Hora da Renda Fixa Ainda Não Passou

O primeiro semestre de 2025 confirmou uma tendência clara no mercado financeiro brasileiro: a renda fixa continua sendo uma das escolhas preferidas dos investidores.

Com a Selic em patamares elevados e a oferta diversificada de produtos, tanto bancos quanto empresas estão aproveitando para captar recursos, enquanto investidores buscam rentabilidade com menor risco.

Se você está pensando em investir, agora pode ser uma boa hora para revisar sua estratégia e considerar incluir — ou reforçar — ativos de renda fixa no seu portfólio.

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